AutoData - Volkswagen aposta em alta de 5% a 8%
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17/10/2016

Volkswagen aposta em alta de 5% a 8%

Por Alzira Rodrigues

- 17/10/2016

Apesar de mostrar grande preocupação com o excesso de capacidade ociosa da indústria automotiva local, o presidente da Volkswagen do Brasil, David Powels, disse não haver risco de a empresa cortar o programa de investimento no País, que soma R$ 6 bilhões no período 2015 a 2019. Na sua avaliação, o mercado voltará a crescer no ano que vem, na faixa de 5% a 8%, atingindo entre 2,1 milhões a 2,2 milhões de veículos.

“Nossos investimentos envolvem novos produtos e processos produtivos e estamos mantendo nosso programa de lançar quatro novos modelos com base na plataforma MQB-A0 até 2019”, destacou Powels na segunda-feira, 17, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2017, realizado na Amcham, em São Paulo.

O executivo reconheceu que as vendas em setembro ficaram abaixo da expectativa, mas garantiu que outubro está dentro do esperado e, por isso, a Volkswagen mantém projeção de um total de 2 milhões de emplacamentos de automóveis e comerciais leves este ano.

A empresa, em particular, perdeu participação no ano por causa de problemas que teve com um grupo de fornecedores, com o qual acabou inclusive rompendo contrato. Chegou, inclusive, a paralisar a produção por mais de um mês entre agosto e setembro, mas espera recuperar ao menos parte das perdas neste último trimestre do ano:

“Em outubro e novembro vamos produzir cerca de 50 mil unidades/mês, ante as 35 mil de antes”, comentou Powels, apostando que a Volkswagen fechará o ano como a terceira colocada no ranking nacional por marcas, posição que perdeu em setembro mas ainda mantém no acumulado do ano.

Com relação à ociosidade do setor, o executivo lembrou que a indústria ocupa atualmente apenas 38% de sua capacidade total, que chega a 5,2 milhões de automóveis e comerciais leves por ano: “Não conheço nenhum outro país com esse índice de ociosidade. Precisamos exportar muito mais para ocupar nossa capacidade, mas para isso temos de ser mais competitivos”.

O presidente da Volkswagen acredita que serão necessários dez anos para o mercado interno retomar volumes de antes: “Acredita que chegaremos as 4 milhões de unidades apenas em 2020”.


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